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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sangue na Lua, de James Ellroy


Primeiro de uma trilogia do mestre da literatura policial James Ellroy, SANGUE NA LUA, tem como protagonista o sargento "Crazy Lloyd" Hopkins, do bureau de homicídios da polícia de Los Angeles - um dos melhores detetives da literatura policial norte-americana.

Sempre bombástico e polêmico, SANGUE NA LUA, publicado originalmente em 1984, bem antes da consagração do autor com Los Angeles- cidade proibida, já mostrava que Ellroy tinha muito a dizer. A cultura pop norte-americana construiu uma espécie de culto em torno dos assassinos em série - sua psicopatologia, metodologia e resultados de sua "obra".

Ellroy se aproveita e faz de um serial killer o vilão deste seu terceiro romance - um dos mais violentos de toda sua obra. Por outro lado, cria, com o detetive "Crazy Lloyd" Hopkins, um verdadeiro anti-herói.

Hopkins é quase tão desequilibrado quanto os piores criminosos do submundo de Los Angeles. Ele é um policial inteligente, com QI de 170 e um raro talento para a leitura dinâmica. Sua paixão por justiça é quase patológica - tem muita força e uma grande compulsão para perseguir assassinos, mesmo que para isso tenha de quebrar algumas regras.

"Hopkins é meu antídoto para heróis sensíveis e de coração mole, os quais desprezo. Ele é o link entre o policial e o psicopata criminoso. Um anti-herói", confessa o autor.

A trama de SANGUE NA LUA começa em 1965, enquanto o detetive Hopkins enfrenta o caso mais difícil de sua vida. Ao investigar o violento homicídio de uma mulher, descobre, entre centenas de casos antigos não resolvidos, que o assassino, há anos, vem atuando na região, deixando rastro de crimes hediondos.

Ao aprofundar suas investigações, Hopkins descobre estar diante de um maníaco, que por muitos anos vinha matando mulheres sem deixar uma pista sequer. A investigação transforma-se em obsessão e a caçada desintegra sua vida pessoal. Destrói seu casamento, põe em risco sua vida e sua carreira no departamento de polícia, deixando o detetive à beira de um colapso. Só a captura ou a morte do matador em série poderia fazê-lo recuperar sua sanidade.

SANGUE NA LUA é um grande romance de um dos melhores escritores americanos da atualidade. Mais um título da Coleção Negra, dedicada aos maiores mestres da literatura policial.

James Ellroy nasceu em Los Angeles, em 1948, filho de um contador que trabalhava para astros do cinema e de uma enfermeira. Após o divórcio dos pais, morou com a mãe até 1958, quando ela foi assassinada, crime jamais solucionado. Sua juventude antecipava um futuro sem perspectivas: Ellroy viciou-se em drogas e foi preso diversas vezes por furto. Na década de 1970, recuperado, começou a dedicar-se à literatura, e em pouco tempo consagrou-se como um dos maiores autores americanos, ao renovar de maneira irreversível toda a ficção policial contemporânea.

"(Ellroy) é um expoente da literatura pós-moderna." - O Globo

"A escrita de Ellroy é uma seqüência de curtos-circuitos." - Carta Capital

"James Ellroy é nome central da ficção policial americana." - Veja

"Ellroy tem um domínio completo da ação." - Folha de S.Paulo

Acima, uma foto do autor!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Resultado da promoção mandando bala, do Listas Literárias!


Vocês provavelmente acompanharam aqui no blog e no twitter a promoção do blog Listas Literárias (www.listasliterarias.blogspot.com).

Finalmente chegamos ao resultado, que podem visualizar pelo link: http://migre.me/1ZZLQ

O primeiro lugar foi para O Livro do Assassino, de de Jonathan Kellerman.

Saiba mais sobre o vencedor aqui: http://migre.me/23734

Em segundo, os leitores elegeram Sangue na Lua, do consagrado James Ellroy. O Listas Literárias descreveu o livro de uma forma muito bacana, com detalhes curisosos e contundentes. Não é a toa que Ellroy é um dos autores mais badalados quando o assunto é romance policial. Não deixem de acessar o blog para conferir o resultado da promoção!!!

Os leitores brasileiros cada vez mais estão de olho nesse gênero -por muito tempo deixado de lado pela crítica literária, e que agora está despontando e ganhando seu merecido espaço na mídia e nas prateleiras. Haja vista a venda de policiais que cresceu muito nos últimos anos. Temos que lembrar também que o surgimento de vários blogs e listas de discussão sobre o romance polical tem levado a cada dia mais leitores no Brasil, de ambos os sexos e várias faixas etárias, a redescobrirem e se encantarem pela magia do universo e da literatura Noir.

Em breve, a Coleção Negra vao lançar, também de Ellroy, o último volume da polêmica e incensada trilogia americana Sangue Errante!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

As dez melhores adaptações de romances policiais




Em comemoração ao lançamento do novo livro de Lee Child lançado lá fora e intitulado 'Gone Tomorrow', a revista Empire criou uma lista elegendo as 10 melhores adaptações para o cinema de romances policiais ou livros de mistérios.

Lee Child é o escritor que criou o personagem Jack Reacher, um ex-militar famoso porresolver crimes e mistérios em seus livros.

Entre os 10 autores/filmes eleitos estão:

À Beira do abismo (1946)

A adaptação saplicada por estrelas do romance de Raymond Chandler não faz total sentido - até mesmo o autor não sabe quem matou o motorista -, mas continua fascinante e cativante quando o investigador particular Philip Marlowe (Humphrey Bogard) é contratado para encontrar um chantagista, e encontra um inferno bem maior do que imaginava conforme os corpos começam a se empilharem. O filme, impregnado do estilo noir (estilo cinematográfico em voga entre os anos 40 e 50 nos Estados Unidos), tem as viradas mais interessantes possíveis na trama para deixar você criando suposições o tempo todo. Quem sabe você até consiga descobrir quem matou o motorista e conte para a gente.

Los Angeles - Cidade Proibida (1997)

Esse filme é um híbrido estranho de alguma maneira: definitivamente como os anos 50 em termos de ambientação e estulo, e reconhecidamente anos 90 em qualidade e execução. Baseado no romance de Ellroy de 1990, o filme de Curtis Hanson mudou o enredo da história radicalmente mas manteve exatamente a mesma atmosfera, com três detetives bem diferentes que primeiro batem de frente, mas depois decidem cooperar um com o outro na tentativa de solucionar um caso complexo que atinge Hollywood e o alto crime. É um filme com atitudes de um cara durão poderoso e uma fala mansa, mas é a inteligência que brilha a partir mistura.

O Poderoso Chefão (1972)

Nenhum olhar sobre romances policiais estaria completo sem pelo menos um conto sobre a máfia, e é impossível ignorar O Poderoso Chefão, que tornou o rico romance de Mario Puzo (dizem os leitores da Empire) no melhor filme já feito da história. No entanto esse filme não trás um mistério tradicional: fala mais do herdeiro da máfia Michael Corleone de um simples "civil" para o chefe de um império do crime. Ainda assim, há muita tensão pelo caminho com tramas e reviravoltas o suficiente para deixar qualquer fã de mistério feliz.

Assassinato no Expresso do Oriente (1974)

O Onze Homens e Um Segredo de seus dias, em termos do número de atores famosos envolvidos, essa adaptação do romance de Agatha Christie mostra o ator Albert Finney como o detetive Poirot tentando desvendar um assassinato onde todos parecem ter um motivo para ser o criminoso. E dado a lista de suspeitos que incluem um grande elenco - Sean Connery, Sir John Gielgud, Ingrid Bergman, Vanessa Redgrave, Anthony Perkins, Lauren Bacall, Jean-Pierre Cassel e Jacqueline Bisset -, pode-se dizer que seu trabalho não foi nem um pouco fácil. Além disso a resolução final é uma das mais originais e interessantes em que Christie já pensou, e ela é nos apresentada de uma maneira belíssima por Finney.

O Silêncio dos Inocentes (1991)

É sanguento o bastante para ser quase qualificado como um romance de horror, mas o conto do serial-killer de Thomas Harris tem um mistério recheado de carne em seu coração: quem é o sequestrador, assassino e esfolador serial Buffalo Bill, e como o FBI pode capturá-lo? O filme do diretor Jonathan Demme é mais concentrado na relação entre a agente em treinamento Clarice Starling (Jodie Foster) e o assassino em massa preso Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), que no crime propriamene dito, mas é uma uma adaptação assustadora e empolgante de livro.
Todos os autores que citamos acima (Mario Puzo, Raymond Chandler, James Ellroy, Agatha Christie, Thomas Harris, Lee Child, além de Dashiell Hammet [que também foi citado pela revista pela adaptação de 'O Falcão Maltês']) têm obras publicadas pelo Grupo Editorial Record, incluindo os selos Record, Bertrand Brasil e BestBolso.

Para saber quais são os dez filmes baseados em célebres livros acesse: http://migre.me/T8Yw
Fonte: site www.cineseries.com.br

segunda-feira, 24 de maio de 2010

'Dália Negra': texto de Thiago Augusto Corrêa


DÁLIA NEGRA, de James Ellroy.

Atos violentos sempre deixam marcas, muitas vezes eternas.

Mais um assassinato na cidade pode ser comum para os relatórios da polícia, mas pode significar uma grande perda para uma criança de dez anos. Especialmente quando a assassinada fora sua mãe.

É dessa maneira violenta que James Ellroy, um dos grandes escritores policiais da atualidade, vê sua vida desmoronar na infância e passa a viver em rupturas, com diversos problemas para enfrentar a realidade. Seu novo abrigo é o mundo violento da literatura barata, e nos livros dados por seu pai alcoólatra, nos quais descrevia diversos casos violentos da polícia de Los Angeles, muito deles tão chocantes que não eram permitidos de serem transmitidos na televisão.

Um deles em particular chama a atenção do garoto, com então onze anos: Elisabeth Short, encontrada em um terreno baldio com o corpo cortado ao meio. Torturada por dois dias, com marcas de cigarro nos seios, retalhos por todo o corpo e um corte de orelha a orelha. A vítima ganhou o nome de Dália Negra, dado por um repórter, ao saber que ela só trajava preto.

O caso brutal se tornaria um dos maiores eventos da mídia local e transformar-se-ia na obsessão de Ellroy. O crime era como uma substituição da morte de sua mãe. Assim, passou a investigar o caso, pesquisando em bibliotecas tudo o que fosse possível encontrar sobre Elisabeth Short.

Os anos seguintes de sua leitura sobre o crime foram os piores de sua vida. O autor caiu nas drogas, foi preso diversas vezes e descobriu que sua paixão pela narrativa policial e sua obsessão de infância poderiam lhe render boas ideias. Assim, deu início a um texto sobre um assunto em que tinha um vasto conhecimento: A Dália Negra.

O assassinato de Elisabeth Short é o ponto de partida do livro A Dália Negra (Ed. Record, 430 pág.). Situado em uma Los Angeles dos anos 40, pós guerra, repleta de personagens ambíguos e violentos, mulheres fatais e homens corruptos. Ingredientes perfeitos para a composição de um romance noir.

É nesse ambiente hostil que somos apresentados a dois ex-pugilistas, que possuem conflitos com o passado, mas são obrigados a enfrentá-los para resolver esse crime. A narrativa apresenta a visão de um deles, o “Sr. Água” Bucky Bleichert, narrador-personagem essencial para uma trama em que as percepções se alteram em seu decorrer. Na história conhecemos sua amizade com o “Sr. Fogo” Lee Blanchart e a grande obsessão de ambos em resolver um caso, aparentemente, sem solução.

Partir além desse ponto sobre comentários da trama, é revelar intricadas linhas de relações que se estabelecem durante a leitura. E que devem ser descobertas, justamente, no ato. Na grande habilidade de Ellroy em conduzir uma narrativa policial sem perder o fôlego e mantendo bons ganhos de suspense e ação para o leitor.

A nova edição do livro foi lançada com a capa do filme homônimo, dirigido por Brian de Palma, que transformou em pastiche a excelente história do autor. O que também é negativo pelo fato da nova capa perder o belo padrão estético dos livros da Coleção Negra, como as antigas, com as características capas pretas com uma pequena ilustração em detalhe.

A capa original da obra, traz uma breve citação da revista People, “uma obra prima”. É necessário concordar, Dália Negra é um dos grandes livros policiais da literatura contemporânea, pela narrativa bem amarrada, ágil, violenta e arrebatador.

Chega a ser irônico que a morte real e brutal de uma jovem tenha trazido à tona uma excelente ficção, inspirada pelo fascínio de um jovem pela dor e perda da mãe e, também, dedicada a sua memória.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Para ler num tiro só




Como já citamos o consagrado autor James Ellroy neste espaço por diversas vezes, decidimos reporoduzir aqui hoje uma interessante matéria publicada pela revista 'Isto É', quando a Editora Record publicou o livro 'Dália Negra'.

'Dália Negra': Infância conturbada inspira romance de estreia de James Ellroy


Para ter acesso à matéria na íntegra e ainda ler um trecho do livro clique no link:




(ps: imagem da primeira capa do livro publicado pela Record).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dália negra


Já comentamos no blog a respeito do livro 'Sangue errante', de James Ellroy- terceiro volume da sua Trilogia americana- que será publicado em breve pela editora Record. Resolvemos, portanto, dedicar este post a um dos maiores sucessos do autor, o livro 'Dália negra'.

Ellroy não escapou de um destino triste. Virou delinquente e viciado em drogas, vivendo como mendigo pelas ruas da Califórnia até descobrir a literatura. Impressionado pelo brutal assassinato de sua mãe, James Ellroy transferiu traumas, preocupações e curiosidade para um homicídio muito parecido. Uma jovem encontrada em circunstâncias parecidas com a de sua mãe, que ganhou manchetes de jornais como a Dália Negra. Obcecado, Ellroy pesquisou o caso a fundo. E, quando percebeu, estava com um romance prontinho em sua cabeça. Botou tudo no papel e o resultado foi o romance 'Dália negra' que ganhou nova edição no Brasi. A partir dessa obra, a Record decidiu lançar aqui as obras completas do autor.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sangue errante, de James Ellroy

Neste vídeo, o autor James Ellroy fala, entusiasmado, sobre seu último livro: Sangue errante (Blood's a rover).

Sangue errante é o último volume da Trilogia Americana. A obra será em breve lançada no Brasil pela Record.

Imperdível!


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Livro 'Sangue errante', de James Ellroy, será lançado em 2010!

O autor James Ellroy nasceu em 1948, em Los Angeles. Seus pais se divorciaram ainda na sua infância. Assim, Ellroy passou a viver com sua mãe, Geneva Hilliker- vencedora do concurso de beleza norteamericano que a considerou como a mais charmosa ruiva dos Estados Unidos. Em um sábado, no entanto, Geneva foi encontrada morta estrangulada, seu corpo abandonado em um cruzamento. O autor, então com dez anos, foi morar com o seu pai. Depois da morte paterna, Ellroy começou a praticar pequenos delitros, mergulhando, em seguida, no alcoolismo, nas drogas e na indigência.

Ellroy começou a escrever com 30 anos. Seu primeiro Romance, 'Brown's Requiem', só foi lançado em 1981. Seu livro 'Dália Negra', baseado no assassinato da aspirante a estrela Elisabeth Short, que chocou os Estados Unidos- e que até hoje permanece sem solução- foi lançado em 1987. O próprio autor pagou pela sua publicação. A obra foi a primeira de uma série chamada 'L.A. Quartet', alçando o nome de Ellroy para a seleta lista dos grandes escritores policiais.

O primeiro volume da Trilogia Americana, chamado 'American Tabloid', foi publicado em 1995. O segundo volume foi lançado em 2001, intitulado 'The cold six thousand'.

No primeiro semestre de 2010 a Record lançará ' Sangue errante', o terceiro livro da trilogia. O livro é considerado pelo próprio autor o seru favorito entre os três.

Pela Editora Record já foram lançados os seguintes livros de Ellroy: 'Jazz branco', 'O Grande deserto', 'Sangue na Lua', 'Por causa da noite', 'O morro do suicídio', 'Noturnos de Hollywood', e o best seller 'Dália Negra', que foi adaptado para o cinema em 2006, com direção de Brian de Palma.

Site oficial de James Ellroy: http://www.ellroy.com/