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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Resenha 'A Mão do Diabo, por Menina da Bahia


Nossa querida Natália, do blog Menina da Bahia, postou no último dia 19/11 uma resenha que é um arraso sobre o livro 'A Mão do Diabo', de Dean Vincent Carter, publicada há pouco pela Bertrand Brasil. Vamos reproduzir aqui no blog da Coleção Negra o texto na íntegra!

Um abraço e Feliz Natal a todos!!

A MÃO DO DIABO

Dei um passo para trás, chocado.
Se o tamanho daquela coisa já não era aterrorizante,
o modo como sugou o sangue da vítima com certeza era.
O corpo dela foi crescendo até ficar com o dobro do tamanho original.
pg. 157


Há muitos anos paira uma lenda sobre um amor desgastado. Ngoc Tam era completamente apaixonado pela esposa Nhan Diep. Quando ela morreu, inconformado, colocou o corpo em seu barco e rumou ao desconhecido, na esperança de que alguém o ajudasse.

Certo dia encontrou um gênio, que conhecia suas virtudes e o tamanho de seu amor. Se era Nhan Diep que ele queria viva, viva ela ficaria. Com três gotas de sangue derramadas sobre ela, ela reanimou.

Mas certo dia fugiu num navio mercante com um homem que lhe prometera tudo. Tam revoltado, sem querer, derrama as mesmas três gotas de sangue nela, e a transformação acontece: Diep começou a virar um terrível inseto chupador de sangue. O maior inseto já visto, to tamanho da mão de uma criança. Nhan Diep virou a Mão do Diabo.

Dias atuais.

Ashley Reeves, jornalista, recebe uma misteriosa carta de um cientista, que alega ter um mosquito único, da família do aedes aegypti. Um mosquito gigantes, que alguém vivo jamais vira. Prevendo um furo jornalístico Reeves vai até a remota ilha onde vive o cientista.

Mas nada é realmente o que parece. A verdade é macabra e terrivelmente assustadora. Para Reeves conseguir seu furo de reportagem, ele precisaria, antes de qualquer coisa, conseguir sobreviver na ilha do terror.

- Muito tempo atrás, ocorreu-me que o que mais nos assusta não é a morte, as doenças ou guerra nuclear. O mais aterrorizante não é o mundo exterior, mas o interior. – Ele deixou o pensamento no ar. – Somos o que vemos no espelho. Mas somos também o que não vemos. Os órgãos, a carne, o... sangue. Só que ignoramos isso, porque é horrível. Somos horríveis. Entende? Se nos virarmos do avesso, a visão é horrenda. Sempre fui fascinado pro isso. E é por isso que faço o que faço, se quer saber. Quero entender por que somos tão verdadeiramente abomináveis uma vez retirada a pele.
pg. 175

A Mão do Diabo, de Dean Vincent Carter é de arrepiar. Mather, o cientista, é um psicopata completamente insano. Em nome da ciência, ele faz atrocidades inimagináveis. E o pobre Reeves cai, em sua armadilha, direitinho.

Este não é um gênero estou acostumada a ler. Terminei a história há três dias e só hoje consegui resenhar. A história me deixou assustada. No fim, quando o horror aumentou, eu parei de ler à noite, com medo de sonhar com a mão do diabo - conhecida também como Dama e Vermelho de Ganges - e o cientista psicopata, rs. A história é ótima e à todo momentos nos perguntamos: Reeves irá ou não sobreviver ?

A Mão do Diabo daria um ótimo filme, ao melhor estilo ‘Jogos Mortais’.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A Mão do Diabo - Dean Vincent Carter, por La Sorcière


A Mão do Diabo - Dean Vincent Carter

Ashley Reeves era jornalista de uma revista de cunho científico meio sensacionalista e pouco confiável, que explora em suas matérias aberrações da natureza.

Olhando sua correspondência, viu a carta de um homem que dizia possuir o exemplar único de um inseto monstruoso, guardado a 7 chaves em uma ilha da Inglaterra.

Pensando tratar-se de uma boa reportagem, Ashley vai rumo à casa isolada do cientista Reginald Mather, em meio à um imenso temporal. Com toda sua roupa, mochila e celular molhados, o barco danificado e sem contato com o continente, Ashley se vê forçosamente hóspede de Mather, o dono do bizarro Vermelho do Ganges, um mosquito da família do aedes aegypt, porém, alcançando proporções que o deixavam do tamanho de um pássaro.

Durante sua estada forçada, Ashley ouve histórias sinistras à respeito das origens do mortífero inseto, chamado por Mather de "Dama".

O inseto é capaz de drenar todo o sangue do corpo de sua vítima e sua saliva, diferente da saliva anestésica dos mosquitos, é altamente corrosiva e necrosa todo o tecido ao redor da picada em questão de segundos.

Como se não bastasse toda essa desgraça, Ashley descobre:

* que seu anfitrião não é tão equilibrado quanto aparentava ser,

* que a ilha esconde segredos ainda mais nauseabundos que o sanguinário Vermelho do Ganges,

* que seu sangue foi esperado pela legendária Dama durante séculos...

* que ele precisa fugir à todo custo!

A Mão do Diabo, de Dean Vincent Carter (Bertrand Brasil - 2010) é um livro muito doido! Eu estava esperando alguma coisa à la A Ilha do Doutor Moreau, mas acabei tropeçando numa versão tamanho família do mosquito da dengue!! É difícil sentir terror quando o vilão é um mosquito. Ainda que ele tenha o tamanho de uma codorna (e ainda que se morra de dengue neste país...). Fica a sensação de que um tapão bem dado resolveria o problema!

Mas o autor foi muito esperto e o terror não está relacionado somente com a questão quase sobrenatural do Vermelho do Ganges, mas sim, às pesquisas sinistras e sádicas praticadas por Mather.

O confinamento de Ashley e o terror das cenas descritas pelo autor,me deixaram incomodada, como um bom livro de terror deve deixar seu leitor. No fim de tudo, somando e tirando pontos, o livro é bom, diferente e inova misturando entomologia, lendas urbanas e carnificina pura! LEIA!

PS: Ponto para a Bertrand Brasil: capa absolutamente sinistra, com detalhes holográficos e genial!

Resenha publicada no dia 22/11/10.

Visitem o site da Alessandra: http://www.alelasorciere.com.br

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Trecho do livro A mão do diabo, de Dean Vincent Carter!

“Caro sr. Reeves,

Tenho em minha posse um espécime conhecido como “VERMELHO DO GANGES”, indivíduo único e extraordinário da família do mosquito AEDES AEGYPT. Se o senhor consultar um especialista sobre o assunto, ele certamente lhe dirá que esse mosquito não existe.

Envio um mapa para ajudá-lo a encontrar o caminho para a ilha Aries, localizada no meio do lago Languor. Sou o proprietário da única casa da ilha, portanto, não será difícil me encontrar. O senhor pode alugar um barco no porto de Tryst. O capitão do porto é um camarada bastante prestativo, e posso assegurá-lo de que seus preços são razoáveis.

Seria de extrema importância que viesse imediatamente, embora eu compreenda, é claro, que a agenda de um jornalista deva ser bastante apertada. Sinto não ter um telefone, portanto, espero-o a qualquer momento, ou, caso contrário, uma carta dizendo que não poderá vir.

Peço-lhe que seja discreto. Estou disposto a partilhar minha descoberta com o mundo, mas, por ser um homem reservado, preciso omitir certos detalhes. Assim sendo, peço-lhe, se possível, que não divulgue os pormenores desta carta a ninguém.

Tenho a honra de ser, caro senhor, seu obediente servo,

Reginald C. Mather”

(p. 19-20)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Mão do Diabo, de Dean Vincent Carter


Hoje falaremos sobre mais um lançamento da Ed. Bertrand Brasil, que agradará em cheio tanto o público adulto quanto o juvenil aficcionados em romance policial: A Mão do Diabo, de Dean Vincent Carter.

Mais informações:

Tradução de Bruna Hartstein;

252 páginas;

R$ 36,00

Arrepiante e irresistível, um pesadelo macabro está começando

Quando Ashley Reeves, jovem jornalista da Missing Link, revista sobre aberrações da natureza, recebe uma carta que lhe promete a matéria de sua vida, é exatamente a sua vida o que tudo isso pode lhe custar. Assim começa A Mão do Diabo, romance de estreia de Dean Vincent Carter.

Na carta, seu autor, Reginald Mather, alega possuir um inseto conhecido como Vermelho do Ganges – espécie única e extraordinária da família do mosquito Aedes Aegypt –, conhecido por suas habilidades sobrenaturais. Chegando ao ermo local onde mora o remetente, Ashley se depara com uma desagradável surpresa: o inseto não é inofensivo como ele esperava, nem seu dono bem intencionado.

Uma importante característica de A Mão do Diabo é a própria trama. Nela o autor utiliza histórias dentro de histórias, criando uma tensão latente desde a primeira página, além de intercalar cenas de muita ação com outras de puro suspense. Apesar de este ser o primeiro romance de Carter, ele parece já ser um experiente contador de histórias.

Para quem busca uma narrativa instigante que mexa com sua cabeça e com todos os seus medos, A Mão do Diabo é a escolha perfeita. Com personagens bem construídos e uma trama excepcional, é impossível parar de ler, mesmo após receber a mordida de um mosquito. Um livro que ficará na lembranças dos leitores para sempre.

“Destinado a ser um novo megaseller.” (Independent on Sunday)

“O próximo Stephen King!” (Evening Standard)

Dean Vincent Carter é responsável pelo contato com o público de uma grande editora de Londres. Conseguiu o contrato para este livro após atrair a atenção de um editor com seus e-mails geniais. Nascido em 1976, lançou A Mão do Diabo, sua estreia na literatura, aos 32 anos de idade. Já publicou mais dois romances de sucesso.