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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Trechos do livro 'Círculo Negro', de Catherine Fisher

Leia abaixo trechos do livro 'Círculo Negro' !

“ ’Coma’, ele insistia em dizer. ‘Coma’, mas eu não vou comer. Se acaso o fizer, corro o risco de ficar presa aqui para sempre, e nem com fome estou. Ele me deixa em paz quando grito com ele; não gosta disso. Para além da porta do quarto, há corredores infindáveis. Já os explorei por quilômetros. Pelo menos, acho que sim. Todos eles são iguais — pavimentados com lajes e cobertos de teias de aranha. Vazios. Há sons no prédio. Ecoam ao longe, mas não sei que sons são esses. Às vezes, deparo com uma janela e tiro o pó de minúsculas vidraças a fim de visualizar o lado de fora. É difícil ter certeza, mas o céu aqui parece um crepúsculo soturno, indistinto. Nunca escurece ou clareia, mas há estrelas pouco cintilantes em constelações estranhas, bilhões delas. O que mais me assusta, porém, são as árvores. Há árvores por toda a parte. Entrelaçadas e verdes, forçando-se contra a parede, em ascensão, batendo nos vidros. Como se quisessem entrar.” (p. 7)

“Eu estava montada no lombo de Callie e descíamos a trilha que dava na pista. Algo apareceu. Não era um carro. Ou será que era? Aquilo era grande e escuro e nós o transpusemos como se fosse um pórtico; e, quando eu desci do cavalo, o homem esperava do outro lado, no pátio desta edificação. ‘Seja bem-vinda ao Castelo Real, Chloe’, disse ele. Esse sujeito sempre usa uma máscara feita de folhas de sorveira-brava e frutas vermelhas. Seus olhos me espreitam com cuidado.

Acho... Bem, acho possível que eu esteja morta.” (p. 21)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Círculo Negro, de Catherine Fisher


A Editora Bertrand Brasil continua apostando no gênero policial, repleto de suspense, fantasia e mistério, para os leitores jovens. Um de seus últimos lançamentos neste segmento, além de 'A Mão do diabo' (que já citamos aqui), é 'Círculo Negro', de Catherine Fisher.

CÍRCULO NEGRO


Até onde você iria para fugir da sombra do seu irmão?

Círculo Negro, de Catherine Fisher, traz uma corrida alucinante contra o tempo e contra as forças do mal. E, ao mesmo tempo em que apresenta cenas de misticismo e fantasia, mostra a importância da honestidade dentro do âmbito familiar.

Fisher criou uma complexa e instigante história sobre o amor e o ciúme dentro da família. Rob, um jovem artista de considerável talento, vê sua relação entre irmãos desfalecer após o acidente que deixou sua irmã mais nova em coma. Ao buscar uma saída para a situação de desespero, ele decide trabalhar com uma arqueóloga que está fazendo escavações perto de sua casa em Avebury, Inglaterra. E, quando eles encontram um monumento circular de madeira misterioso, mal podem imaginar que suas histórias mudarão para sempre.

Após passar grande parte da vida cercado pela mitologia de círculos de pedra, Rob começa a presenciar eventos bizarros ocorridos na área de escavação, que ele tem certeza que estão relacionados, de alguma forma, à sua irmã. Contudo, quando um druida misterioso entra em sua vida, o desespero se transforma em esperança: o ser místico sabe como atravessar o Desmundo, onde alega que Chloe está aprisionada. Será que o sinistro círculo de madeira que emerge lentamente de uma secreta escavação arqueológica carrega a chave para o seu resgate?

Com uma trama bem construída, Círculo Negro apresenta uma leitura desafiadora com um final gratificante.

“Catherine Fisher é uma escritora de raro talento.” (Sunday Times)


Catherine Fisher lecionou Redação Criativa e desenterrou cerâmica romana em escavações arqueológicas. Hoje, passa a maior parte do tempo escrevendo romances e poemas, desenhando, praticando esgrima e caminhando nos bosques do vale Wye. Vive no País de Gales. Sobre Círculo Negro, ela comenta: “A região das montanhas de Marlborough é uma das minhas paisagens prediletas — remota, ampla, mágica. Há muito queria ambientar um romance ali. Certo dia, numa caminhada de Avebury até Marlborough, as ideias se cristalizaram: o coma de Chloe, o círculo de madeira, Taliesin com sua poética mágica, a bolsa de pele de garça, o mistério das árvores. Tudo isso resultou num livro cujos diversos elementos giram em uníssono, como os ingredientes do Caldeirão de Ceridwen. Espero que pelo menos três gotas ferventes de Inspiração respinguem nos leitores.”