segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Resenha: 'O Inocente' (blog Viagem Literária)

A resenha reproduzida abaixo foi retirada do blog Viagem Literária. Nanda escreveu sobre o livro 'O Inocente', de Scott Turow, no dia 09/setembro.


TUROW, Scott. O inocente. Rio de Janeiro: Editora Record, 2011. 434p. Título original: Innocent.

“A perspectiva do declínio acrescenta um temor especial do futuro e particularmente, da minha campanha para a Suprema Corte, porque, quando fizer o juramento, daqui a vinte meses, eu terei chegado o mais longe que minha ambição é capaz de me impulsionar. E sei que ainda haverá um resmungo sussurrado pelo meu coração. Não é o bastante, dirá a voz. Ainda não. Tudo isso feito, tudo isso conquistado. Mesmo assim, no meu coração, ainda não terei o indefinível fragmento de felicidade que vem se esquivando de mim há sessenta anos.”p.24

Depois de 20 anos do julgamento que deixou os leitores grudados em cada página de Acima de qualquer suspeita, o autor trás de volta seu protagonista em uma trama que envolve jogos políticos, traição, ambição em mais um de seus imperdíveis thrillers jurídicos. Confiram o que te espera em O inocente de Scott Turow.

Pode conter spoilers se você não leu o livro anterior.

Há 20 anos atrás Rusty Sabich – promotor em exercício – foi acusado do assassinato de sua colega de profissão Carolyn Polhemus, o que levou a um julgamento polêmico que foi acompanhado por toda a imprensa nacional. Ele e o promotor Tommy Molto se enfrentaram perante o júri, duas carreiras em jogo, a única chance de Rusty estava na mão do brilhante advogado de defesa – Sandy Stern.

As conseqüências daquele julgamento marcam até hoje a vida de todos os envolvidos, ganhadores e perdedores nunca mais foram os mesmos. Hoje Rusty tem 60 anos, continua casado com Bárbara e seu filho Nat já é um adulto. Rusty é agora um respeitado juiz presidente do Tribunal de Recursos e Tommy Molto é o atual procurador. Mas os destinos dos dois está longe de se separar.

Mesmo no auge de sua carreira e prestes a ser eleito para a Suprema Corte Estadual, Rusty ainda sofre com as manchas em seus passado, com a distância de seu filho Nat e as crises de depressão da esposa. Mesmo amaldiçoando a ideia de cometer o mesmo erro duas vezes ele acaba por se envolver com uma mulher 30 anos mais jovem. Um caso tórrido que rapidamente se transforma em uma complicada obsessão.

Para piorar Barbára sua esposa é encontrada morta em sua cama, Rusty demora mais de 24 horas para comunicar o crime e ligar para o filho e as autoridades. Tommy Molto e o promotor assistente Jim Brand ficam desconfiados e começam a reunir provas contra Rusty. Mas desta vez Tommy não quer cometer os mesmos erros do passado, hesita em acusar Rusty, mas no fundo ainda acha que ele é o culpado – agora por dois assassinatos.

Em mais uma disputa política e criminal, em mais um julgamento repleto de emoções e viradas sensacionais. Sand Stern está de volta à defesa, Nat agora um advogado está ao lado de seu pai e Rusty continua sendo uma incógnita. Na busca pela verdadeira causa da morte de Bárbara muitos segredos serão revelados, relacionamentos serão colocados em cheque e o resultado deste julgamento é imprevisível.

Achei sensacional a ideia do autor de criar o segundo livro com um pulo tão grande no tempo, gostei muito de acompanhar o que estava acontecendo com todos os personagens 20 anos depois. O primeiro livro muda tanto a vida dos personagens e foi muito legal encontrar com todos eles; inclusive vi alguns comentários no Skoob de leitores que acharam a trama do segundo livro repetitivo – já que o protagonista será mais uma vez acusado de assassinato – mas eu não vi desta forma, os personagens estão mudados, as ações do passado tiveram conseqüências até na vida de Nat, que na época era uma criança.

Por falar no Nat, o segundo livro alterna a narrativa entre alguns personagens e adorei os capítulos narrados por ele. Nat cresceu no meio da guerra entre os pais, da acusação que mudou a vida de seu pai quando ele era criança e não superou até hoje este trauma. Também ficamos conhecendo Anna, advogada que trabalhou com Rusty e acaba envolvida nos acontecimentos.

Rusty é um personagem difícil de se desvendar, nem sempre eu me simpatizo pelo personagem, mas acabo torcendo por ele nos momentos mais difíceis. Tommy Molto foi uma surpresa neste livro, nunca pensei que pudesse vir a gostar dele depois do primeiro livro.

Comparando os dois livros ainda fico com o primeiro, achei o final de O inocente corrido. Mesmo assim, adorei os dois e quero ler os outros livros do autor. Por falar nisso SCOTT TUROW estará presente na Bienal RJ neste domingo, quem for à Bienal não deixe de passar por lá para me conhecer e prestigiar o autor. Turow vai participar do Café Literário às 15:30 e às 17h fará sessão de autógrafos no estande da Editora Record.

Scott Turow

Acima de qualquer suspeita (Título original: Presumed innocent)
O inocente (Título original: Innocent)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Tarântula, de Thierry Jonquet



Um cirurgião plástico renomado e a bela mulher prisioneira de suas vontades, a adolescente que se automutila em um hospício, o jovem acorrentado no porão obscuro depois de uma perseguição implacável, o assaltante fugitivo, condenado pelo próprio rosto. Um erro fatal do passado reunirá Richard Lafargue, Ève, Viviane, Vincent Moreau e Alex Barny na mesma teia.

Neste thriller vertiginoso do francês Thierry Jonquet, não há limites para o horror e o desejo, construindo um romance que captura e envolve como uma aranha à sua presa.


Tarântula, de Thierry Jonquet, foi adaptado para o cinema pelo consagrado diretor Pedro Almodóvar, sob o título A pele que habito e será lançado este mês pela Editora Record.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Turow na Folha de São Paulo


O crítico André Barcinski escreveu matéria sobre o escritor Scott Turow na seção Ilustrada da Folha de São Paulo de hoje (05/setembro).

Leia a matéria aqui:



Lembrando que o autor participará do Café Literário na Bienal do livro dia 11/setembro às 15:30!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Capa brasileira de Dança da Morte


Então, galera! Como prometido, aqui está a capa brasileira de Dança da Morte, de Douglas Preston e Lincoln Child!





E aí? O que acharam?

Abraços!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Revelação, de C.J. Sansom



Na primavera de 1543, enquanto Henrique VIII planeja se casar com Catarina Parr, o advogado Matthew Shardlake procura afastar-se dos assuntos da corte. Porém, sua tranquilidade é interrompida quando um velho amigo, Roger Elliard, é brutalmente assassinado. Shardlake promete à viúva levar o culpado à Justiça, mas o que pensava ser um caso de homicídio isolado é, na verdade, parte integrante de um ritual macabro inspirado nas profecias do Livro do Apocalipse.


C. J. Sansom também é autor de Fogo negro e Soberano, volumes da série policial histórica protagonizada pelo advogado Matthew Shardlake, além de Inverno em Madri.


Revelação acabou de ser lançado pela Coleção Negra!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Estrela do Diabo no Guia da Folha

O livro A Estrela do Diabo, do norueguês Jo Nesbo, foi recomendado no Guia da Folha de hoje.


No imaginário brasileiro, a nuruega e os outros países nórdicos são os melhores lugares do mundo para se viver. Correção: erram. Os atentados em Oslo, no mês passado, deixaram ao menos 77 mortos e a suspeita de que há psicopatas até mesmo no paraíso. Mas o escritor noruegues Jo Nesbo sabia disso bem antes dos atentados. Seus romances, protagonizados pelo inspetor Harry Hole, estão cheios de assassinatos, torturas e perversões.

Hole, que em livros anteriores já foi um investigador mais confiável, em "A Estrela do Diabo" está vivendo um inferno astral. Alcoólatra e emocionalmente perturbado, ele passa todo o romances fustigado pelo verão norueguês e pela morte criminosa da ex-parceira de trabalho.

A namorada cansou de seu azedume e a banda podre da polícia está tentando cooptá-lo. Então, é meio a contragosto que o investigador pega o caso de um "serial killer" do tipo "enigmático". Os crimes acontecem a intervalos regulares de cinco dias. O assassino, após matar, corta um dedo da vítima. Em seguida, deixa no local um diamante vermelho em forma de pentagrama: uma estrela de cinco pontas. (Nelson de Oliveira)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Resenha de A Paciência da Aranha, de Andre Camilleri

Aos fãs do comissário Salvo Montalbano: confiram a resenha de A Paciência da Aranha, de Andrea Camilleri, publicada em A Tribuna - Santos, no dia 23/agosto!




(para ver o texto em tamanho maior basta clicar na imagem)