quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ellroy no Prosa Online (jornal O Globo)

O trecho abaixo foi retirada do site do jornal O Globo (15/junho/2011)


O 'selvagem' James Ellroy, estrela da Flip 2011

















Ele gosta de se apresentar como “o cachorro louco” da literatura americana, “o cavaleiro branco da extrema direita”, “autor de 16 obras-primas que precedem minhas futuras obras-primas”, e suas aparições públicas são famosas pela verve com que desfila diante dos leitores as histórias terríveis de seu passado: o assassinato da mãe quando ele tinha apenas 10 anos, a queda no vício (drogas, remédios, álcool) e no crime (furto, voyeurismo, invasão de casas para cheirar calcinhas), o doloroso exorcismo de tudo isso através de uma série de romances policiais que fizeram dele um mestre moderno do gênero nos Estados Unidos. Mas o senhor simpático que atende o telefone em sua casa, na Califórnia, não se faz de maluco, não é tão radical em seu conservadorismo, e parece mais cioso de sua reputação literária do que de sua ficha policial. Aos 63 anos, terá James Ellroy, a principal atração estrangeira da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, se tornado um escritor... respeitável? — Quando eu era jovem, ser escritor para mim significava mulheres, carros esporte, essas merdas. Só quando descobri que tinha histórias para contar é que me tornei um escritor de verdade. Mas sou um ótimo orador, como vocês verão no Brasil, e me divirto muito falando em público. Sou uma pessoa diferente em minha vida privada, mais reservado, mas quando estou por aí para falar de meus livros, posso ser muito selvagem — diz Ellroy ao GLOBO, prometendo uma apresentação incendiária na Flip, onde está escalado para a mesa “Lugares escuros” às 19h30m de sábado, 9 de julho.



Leia o restante da matéria aqui


Para assistir ao vídeo com entrevista do autor falando sobre o livro Sangue Errante clique aqui

segunda-feira, 13 de junho de 2011

James Ellroy - Uma Biografia (por Rodrigo Carreiro)

10/10/2006

Romancista que inspirou ‘Dália Negra’ e ‘Los Angeles – Cidade Proibida’ é um homem obcecado

Por: Rodrigo Carreiro


Para a maior parte de nós, a morte da mãe pode ser uma das piores experiências que se pode viver. O caso do escritor James Ellroy, no entanto, foi um pouco diferente. O assassinato da mãe dele, em 1958, foi obviamente terrível. Além do mais, se existe algo pior do que perder a mãe, é perdê-la assassinada brutalmente por um serial killer misterioso cuja identidade jamais foi descoberta. No entanto, ao longo dos anos, o próprio Ellroy chegou à conclusão de que o crime, pelo qual se tornou obcecado, também foi a melhor coisa que lhe aconteceu. O homicídio, jamais solucionado, se acabou sendo responsável por tirá-lo de uma vida marginal, recheada de álcool, drogas e pequenos crimes, e colocá-lo no caminho da literatura salvadora.

Quando a enfermeira Geneva foi morta, Ellroy tinha 10 anos e morava com ela em El Monte, subúrbio vagabundo de Los Angeles. Desorientado e sozinho, ele foi morar com o pai, um contador que não tinha muito tempo para o filho, mas lhe deu de presente, alguns meses mais tarde, um livro chamado “The Badge” (algo como “O Distintivo”), que contava a história do Departamento de Polícia da cidade. O menino ficou fascinado, e não demorou muito para fazer a ligação entre um dos casos narrados no romance e a morte da mãe.

Para Ellroy, era evidente que o mesmo homem que matara Geneva havia assassinado Elisabeth Short, a chamada a Dália Negra. O crime foi um famoso assassinato não resolvido, ocorrido em janeiro de 1947. Até hoje, o escritor mantém a convicção de um único assassino. Tanto que décadas depois, no começo dos anos 1990, quando já era famoso e rico, Ellroy arregaçaria as mangas ele próprio e passaria meses debruçado sobre arquivos policiais antigos, tentando descobrir ligações entre os dois casos –um elemento qualquer que permitisse a identificação do criminoso. Uma busca infrutífera, narrada na autobiografia “Meus Lugares Escuros”, de 1996.

Durante a adolescência, o futuro escritor foi expulso da escola e de casa. Virou um sem-teto, dormindo em parques e debaixo de pontes. Costumava roubar lojas de conveniência e invadir apartamentos vazios para dormir, além de surrupiar calcinhas de garotas da vizinhança. Alistou-se no Exército, mas não por muito tempo; logo tinha se tornado alcoólatra e voltara a roubar. Nesta época, foi detido mais de 70 vezes, embora costumasse passar horas lendo na biblioteca local. Quando pegou pneumonia pela segunda vez, decidiu que era hora de se cuidar. Passou a freqüentar os Alcoólicos Anônimos, arrumou um emprego de carregador de tacos de golfe e começou a escrever. Tinha 30 anos quando vendeu o primeiro romance, publicado em 1981.

O estilo telegráfico de Ellroy, com frase curtas e incisivas, sem adjetivos, cativou de imediato o público fascinado pelos antigos escritores noir, como Dashiell Hammett e Raymond Chandler. O estilo duro, derivado de Hemingway, e o senso de humor cortante e ferino, roubado dos antigos mestres noir, ajudaram. Em 1997, já era um dos mais importantes romancistas dos Estados Unidos quando Curtis Hanson fez “Los Angeles – Cidade Proibida”, baseado num livro dele. O filme ganhou os Oscar de roteiro e atriz coadjuvante (Kim Basinger) e alavancou o nome de Ellroy direto para o mundo das celebridades.

O romancista não mudou seu estilo de vida. Vive até hoje em Kansas City, numa fazenda, onde gosta de escrever pela manhã. Tem posições políticas consideradas conservadoras, mas não exibe a menor cerimônia em atacar posturas tradicionais de gente com quem compartilha essas posições – é vegetariano convicto, por exemplo, e contrário à venda de armas. Trabalha atualmente no terceiro volume de uma trilogia que reconta a história americana dos anos 1950 e 60, misturando personagens de carne e osso – os irmãos Robert e John Kennedy incluídos – e fictícios. E continua obcecado pelo caso da Dália Negra.


Rodrigo Carreiro é o jornalista por trás do Cine Repórter, site sobre cinema no ar desde 2003.

Gostou do texto? Acesse o Cine Repórter e leia mais!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Resenha: 'Os Crimes de La Fontaine' (blog Meia Palavra)

A resenha reproduzida abaixo foi retirada do blog Meia Palavra. Liv escreveu sobre o livro 'Os Crimes de La Fontaine', de Arnaud Delalande, no dia 31/maio.




(…) Ele avançou, a voz curiosamente mais suave.
- Sou uma sombra, sou o Fabulista, a hora chegou.

Uma hora depois,a silhueta encapuzada deixava o bosque. Com um sorriso nos lábios, murmurou para si mesmo este verso, emprestado de Ronsard, que em sua boca parecia um epitáfio:

E Rosette viveu como vivem as rosas, uma única manhã. (…)

E são trechos assim como esse, que tiram um pouco a respiração que o leitor encontra a cada página de Os Crimes de La Fontaine, da Editora Record. No livro, conhecemos uma França cheia de glamour e mistérios, um pouco antes de estourar a Revoulução Francesa.

Enquanto Luís VXI e Maria Antonieta aguardam ansiosos a coroação, mal percebem que há a solta por Versalhes um serial killer em uma conspiração internacional. Agindo durante a luz do dia, em festas e na frente de diversas pessoas, o intitulado Fabulista, mata seis vítimas de forma atroz.

Inspirando nas fábulas do também francês Jean de La Fontaine, ele mata cada vítima de acordo com uma de suas fábulas. E para cada vítima, há uma história especialmente escolhida de acordo com a personalidade, e a cada novo corpo encontrado é desvendada uma nova fábula nas cenas dos crimes. O Fabulista vai ficando mais violento e ameaçador, botando em risco até mesmo a vida do jovem rei e da corte francesa.

Eis, então que volta as atividades o Secret du Roi, o serviço de espionagem francês que sob as ordens do duque d’Aiguillon, em uma tentativa desesperada de proteger a monarquia e a jovem delfina Maria Antonieta. E então, Pietro Viravolta de Lansalt, o Orquídea Negra, assume a chefia da missão mais importante de sua vida.

Porém, o Orquídea não poderia imaginar que por trás de assassinatos cruéis, estava em curso uma manobra para destruir Versalhes, a monarquia e tudo o que a representasse, com “ajuda” da Inglaterra. A cada página lida, a tensão aumenta na atmosfera glamourosa da monarquia, pois é visível que a qualquer momento tudo pode acabar e cade ao Secret, na figura do Orquídea impedir.

O livro de Arnaud Delalande é um thriller fantástico e assustador, que mostra uma França linda e misteriosa. Repleto de cenas de ação e romance, é um livro arrebatador, pois a história densa é bem estruturada, sendo difícil parar de ler antes de atingir a última página.

Os Crimes de La Fontaine
Escritor: Arnaud Delalande
Tradução: Maria de Fátima Oliva do Coutto
378 páginas
Preço Sugerido: R$ 47,90

Saiba mais sobre essa e outras obras no site do Grupo Editorial Record

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ellroy fala sobre o livro Sangue Errante

O terceiro e último volume da trilogia Underworld USA, Sangue Errante, é considerado pelo autor James Ellroy sua obra-prima.

Assistam ao booktrailer do livro aqui:



No vídeo abaixo, Ellroy fala sobre seu livro e explica o motivo do instigante nome Sangue Errante. Não deixem de assistir:



Leia mais sobre o livro aqui!

Abraços, galera!



segunda-feira, 6 de junho de 2011

Resultado da Promoção - A Estrela do Diabo

Já temos o resultado da promoção dos primeiros leitores do livro A Estrela do Diabo, de James Ellroy!
Os 4 vencedores vão receber bonecas do livro, que só será lançado em julho!


Os sorteados foram...






@5rafha5
@JuSalles
@PaulaCWinner
@CooltureNews






Parabéns! Vocês devem mandar seus dados por DM para o twitter da @colecaonegra em até 3 dias!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A Estrela do Diabo - Promoção de primeiros leitores!



Ainda tentando fugir de seus demônios provocados pelo álcool, e obcecado pela busca por provas contra um policial claramente culpado, a contragosto, Harry Hole aceita ajudar na investigação do assassinato de uma mulher. O dedo da morta foi encontrado decepado e um diamante vermelho pairava sobre uma de suas pálpebras. Mais cadáveres foram encontrados, e, em todos eles, o assassino deixou idênticos diamantes de cinco pontas em cada cena do crime. Numa primeira instância, os crimes são considerados aleatórios para a polícia, mas, rapidamente o detetive Hole descobre um padrão sinistro que se repete em cada uma das mortes.


PROMOÇÃO!


A Editora Record e o blog da Coleção Negra planejaram uma promoção incrível! Quer ser um dos primeiros leitores de A Estrela do Diabo, de Jo Nesbo? Então participe!

Para concorrer, basta seguir o twitter @colecaonegra e da @editora_record e dar RT na seguinte frase:

Você precisa conhecer A Estrela do Diabo, thriller de Jo Nesbo que será lançado pela @editora_record em julho! http://migre.me/4IhPd

A promoção é válida até às 19:00 de hoje (03/junho). O sorteio será feito pelo sorteie.me e o resultado será divulgado através do twitter e do blog @colecaonegra no dia 06/06 (segunda). Os vencedores terão 3 dias para enviar o endereço via DM. Caso não haja resposta nesse prazo, um novo sorteio será realizado.

Boa sorte!




quarta-feira, 1 de junho de 2011

Brincando Com o Diabo, de Harold Robbins



A nova obra de Harold Robbins e Junius Podrug constitui um belo banquete de originalidade romântico-literária. Em BRINCANDO COM O DIABO, uma extravagante viagem pelo mundo do café rege a narrativa. O livro é um objeto indispensável na cabeceira de todo amante do gênero.


Na agitada cidade de Seattle, Nash Novak é a proprietária de uma cafeteria que acaba de explodir e deixa um de seus funcionários morto. Agora, além de não ter uma perspectiva financeira, ela é acusada de forjar o incêndio e acidente. No mesmo dia, Nash recebe a notícia de que um homem desconhecido lhe deixou como herança uma fazenda de café. Para sua maior surpresa, a propriedade fica nas terras dos grandes traficantes de droga mexicanos.


Decidida a ficar com o legado, ela vai para a América do Sul, onde convive com pessoas suspeitas de envolvimento com diversas ações ilegais. Mas ninguém lhe oferece tanto perigo como Pablo Escobar, rei dos cartéis de droga de Medellín, considerado o homem mais perigoso do país.


Assim, Nash precisa manter-se na linha e respeitar todos os limites estabelecidos num dos lugares mais perigosos do mundo. As coisas se complicam ainda mais quando ela busca refúgio em Xangai, no lar das poderosas tríades que controlam o fluxo de dinheiro sujo proveniente de apostas, prostituição, drogas e assassinatos



Por mais de cinco décadas, HAROLD ROBBINS emocionou milhões de leitores com suas histórias cheias de ações e fortes doses de sensualidade. O autor faleceu em 1997, deixando uma grande quantidade de textos com seus herdeiros e editores. Nesta obra, o escritor Junius Podrug reproduziu magistralmente o estilo de Robbins, criando uma trama primorosa. Os livros do autor já ultrapassaram a marca de 1 milhão de exemplares vendidos no Brasil.