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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Resenha 'A Pluma do Diabo', por Fernanda Matos


Fernanda Matos, do blog www.adoroestelivro.blogspot.com escreveu uma incrível ótima sobre a obra de Minette Wakters, 'A Pluma do Diabo', que foi lançada há pouco no paísl pela Ed. Bertrand Brasil!

Confesso que nas primeiras vezes em que li o nome "A pluma do Diabo", achei-o um tanto quanto forte e direto. Mas em uma das páginas iniciais do livro estava a definição: "Pluma do Diabo (origem turca) – mulher que desperta o interesse de um homem sem se dar conta; causa inconsciente de excitação sexual". E esta definição permeia todo o enredo do livro.

A maior parte do livro é narrada em primeira pessoa, pela personagem principal Connie Burns, uma jornalista, correspondente da Reuters em regiões de conflito, como a África, Ásia e o Oriente Médio. No final de alguns capítulos são reproduzidos e-mails esclarecedores trocados por Connie, seu pai, Brian Burns, seu chefe, Dan Fry e pelo inspetor de polícia Alan Collins. O livro é dividido em quatro partes: “Paddy’s Bar”, “Casa Barton”, “O Porão” e “Abismo”.

“Paddy’s Bar” abrange os três primeiros capítulos, onde Connie narra algumas de suas experiências profissionais como correspondente jornalística em áreas de conflito em Freetown (Serra Leoa) e guerra civil em Bagdá (Iraque), bem como as primeiras informações e contatos com o sádico Keith Mackenzie. Depois de Connie vivenciar um aterrorizante acontecimento em Bagdá, o palco das ações passa a ser um vilarejo fictício da Inglaterra: Winterbourne Barton.

A partir daí inicia-se a segunda parte do livro, intitulada “Casa Barton”, do quarto ao nono capítulo. É nesta parte em que somos apresentados à maioria das personagens do livro, como Jess Derbyshire, Lily e Madeleine Wright, além de Peter Coleman.

A parte “O Porão” contém o maior número de capítulos, do décimo ao vigésimo quarto. São nestes capítulos que a trama atinge seu clímax e descobrimos alguns segredos guardados por Connie, bem como suas lembranças dos terríveis dias passados em Bagdá.

Já a quarta parte, denominada “Abismo” é bem curta, contendo o derradeiro “Epílogo”.

É difícil falar mais sobre a história, sem comprometer o desenvolvimento da trama e revelar detalhes demais sobre o enredo. O que posso dizer é que o livro termina deixando uma dúvida no ar, assim como ocorreu em “Dom Casmurro”, que deixou pairando no ar a eterna dúvida sobre a possível traição (ou não) de Capitu. Ou seja, “A Pluma do Diabo” é um suspense que permanece com o suspense mesmo depois do ponto final. O que torna o livro ainda mais interessante!

Minette Walters possibilitou que o leitor fosse desvendando e se surpreendendo com os acontecimentos e descobertas narrados pela personagem principal, Connie Burns. Um dos vários pontos positivos foi a construção das personagens e a elaboração do perfil psicológico de cada uma, aprofundados pouco a pouco, num crescente até o final.

Já os frequentes flashbacks em meio à narração de Connie deixaram a trama, em determinados momentos, um pouco confusa. A minha vontade depois de terminar a leitura foi reler o livro, para enxergar detalhes e fatos que passaram despercebidos, assim como acontece em alguns filmes, nos quais sentimos a necessidade de assistir a tudo novamente, para entender alguns pontos que ficaram obscuros.

No mais, "A pluma do Diabo" é um ótimo suspense, um verdadeiro thriller psicológico, onde a imaginação também é uma personagem do livro!

Obrigada, Fernanda!

terça-feira, 25 de maio de 2010

'Refém', texto de Fernanda Matos


REFÉM, DE ROBERT CRAIS

Três garotos resolvem assaltar um minimercado. O que para eles parecia simples dá errado e acaba terminando num sequestro, com consequências imprevisíveis.

Tudo que Dennis pretende é ter reconhecimento, dinheiro e, ao mesmo tempo, mudar de vida e provar a todos que ele é capaz de se destacar na sociedade. Kevin, irmão de Dennis, não queria participar do roubo e do seqüestro, mas obedece o irmão e tenta dissuadí-lo a desistir de tudo, enquanto é tempo. Já Mars não tem escrúpulos e quer apenas participar de uma aventura, causando medo e pânico, custe o que custar. É o mais corrompido de todos.

Com um enredo aparentemente policial, “Refém” vai muito além disso. Em 400 páginas o livro relata um sequestro que ocorreu num período menor que 24 horas. O modo como o autor escreve nos possibilita entrar na mente dos bandidos o tempo todo, descobrindo o que eles estão pensando, o que querem com aquilo e, principalmente, o porquê do seqüestro.

Do outro lado da história, está Jeff Talley, ex-agente e ex-negociador de sequestros da SWAT. Ele também tem sua trajetória permeada por traumas e lembranças que deveriam ser esquecidas.

Ao narrar os conflitos psicológicos das personagens principais, questões morais e éticas surgem a todo instante: até onde um ser humano pode ir em busca de fama e dinheiro? Qual o valor de uma vida? Quais as consequências de um ato impensado? O que é certo e o que é errado?

Questões que serão resolvidas numa trama frenética, com revelações intrigantes e muita adrenalina.

ps: Fernanda também possui um blog, onde postou essa resenha, entre outras. Vai lá:


http://adoroestelivro.blogspot.com/